Santa Casa e a água, qual a relação?
A Santa Casa de Rio Preto enfrenta, ao longo
de sua existência, a falta de recursos, com acentuado agravamento
na última década. Tratar as doenças requer muito
investimento financeiro, como é sabido por todos nós.
Ajudar a Santa Casa sempre foi uma questão polêmica para
a Prefeitura. Os repasses de dinheiro ora são efetivados ora
não o são, sem contar que, muitas vezes, chegam abaixo
do necessitado.
Uma boa maneira de ajudar a Santa Casa
seria promover a medicina preventiva, isto é, cuidar para não
adoecer; cuidar para não tomar remédio; cuidar para
não internar. Neste ponto a responsabilidade é da Prefeitura.
Agora, vamos à água. O Ministério
da Saúde divulgou dados importantes sobre a água e o
esgoto que não recebem tratamento. Segundo o Ministério
da Saúde, a falta de água tratada e de esgoto sanitário
provocam diarréia, hepatite, salmonelose e cólera, doenças
que resultam em cerca de 75 % das internações hospitalares.
Sendo assim, com a água que é servida em alguns bairros
da nossa cidade ( Em especial, Divino e Novo Horizonte ) e o esgoto
que não é tratado em nenhum bairro ( Não existe
tratamento de esgoto no Bairro Atalaia, ao contrário do que
se noticiou ) explicam-se, em muito, as crises financeiras da Santa
Casa, o tamanho dos seus gastos. Por isso, mesmo que a Prefeitura
não tenha obrigação de repassar recursos a Santa
Casa, ela torna-se, indiretamente, responsável pelas crises
financeiras enfrentadas pela Irmandade ao longo dos anos, já
que não prioriza uma medicina preventiva que passa, obrigatoriamente,
por água e esgotos tratados.
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Novo modelo de fossa é desenvolvido
por riopretano.
A Embrapa de São Carlos-SP. desenvolveu uma fossa 100%
séptica, isto é, uma maneira de tratar o esgoto doméstico
( das casas ) e evitar, com isso, a contaminação do
lençol d’água. Além de não sujar
a água dos rios, córregos e nascentes, a fossa desenvolvida
pela Embrapa paulista produz um adubo orgânico para as lavouras.
Esse sistema de tratamento do esgoto doméstico foi desenvolvido
para as famílias que moram na zona rural. Pois, para a produção
de adubo natural usa-se o adicionamento de esterco. Mesmo
assim, a idéia já vem sendo empregada nas cidades. A
montagem da fossa é simples ( três caixas d’água,
no mínimo, interligadas ) e o custo não é muito
caro ( R$1.000,00 ) em vista dos benefícios.
Por que esta matéria nesta seção, deve estar
questionando o leitor. Porque diz respeito a nossa saúde e,
com muito orgulho, porque foi desenvolvida com a participaçao
de um riopretano, o Sr. Antônio Pereira de Novaes, o Toninho.
Mais informações sobre
esse sistema biodigestor, inclusive como montar, é encontrado
na Revista Globo Rural, Edição 233, de março
de 2005, ou através do site www.globorural.com.br
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